05/01/09

Tudo & Nada




TUDO SEM NADA


Como posso ter tudo e nada ser,
se o nada que me reveste
explode em pranto
e tudo é triste?

Nada é alento
tudo é dor
e sangra.

Há tempos de tudo.
Há tempos de nada.
Procuro-te em tudo
Nem sonhas comigo.

E num rubro devaneio me ocorre
um pingo da lembrança mórbida
do nada em que me encontro

E hoje que o teu nada é todo o meu tudo
te espero
e só choro, mais nada.


LÍGIA SAAVEDRA

1 comentário:

  1. Olá, vc Não escreva Mais talvez Neste blog, mas gostaria que soubesse que trabalha SUAS São agradável e feliz que eu encontrei aqui Muito Uma fez do SUAS minhas poesias aliado a esculturas amu.

    Muito obrigada!

    Um abraço terno Amazônico

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